Lutador de Jiu-Jitsu é preso após invadir apartamentos

Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, foi preso após invadir apartamentos, ameaçar moradores e agredir mulheres em um condomínio no Maracanã, na Zona Norte do Rio.

Três moradoras foram envolvidas nos episódios, e uma das agressões foi registrada por câmeras de segurança.

Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, identificado como lutador de Jiu-Jitsu, foi preso após protagonizar uma sequência de invasões, ameaças e agressões contra moradoras de um condomínio localizado na Avenida Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Os episódios aconteceram na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro de 2026, e mobilizaram policiais militares, agentes da Guarda Municipal e equipes da Polícia Civil.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens das câmeras de segurança do edifício, que registraram uma violenta agressão dentro de um dos elevadores. Três mulheres foram envolvidas na ocorrência.

Durante a sequência de acontecimentos, uma moradora conseguiu fugir com familiares depois que seu apartamento foi invadido. Outra mulher foi agredida dentro da própria residência, enquanto uma terceira sofreu socos, chutes e um golpe conhecido como mata-leão ao tentar ajudar uma vizinha.

As primeiras ocorrências foram registradas por volta de 1h10 da madrugada, quando moradores acionaram as autoridades após ouvirem gritos e perceberem uma situação de violência dentro do condomínio.

Lucas, que também residia no edifício, teria iniciado uma confusão em seu próprio apartamento e, posteriormente, saído do imóvel para invadir outras unidades residenciais. Durante os episódios, ele teria ameaçado matar moradores do prédio, provocando momentos de pânico entre as famílias.

Em uma das invasões, uma moradora e seus familiares conseguiram deixar o apartamento e descer pelas escadas até a portaria para pedir ajuda. A fuga aconteceu durante a sequência de ameaças e agressões que atingiu diferentes unidades do condomínio.

Lucas Portela – Fotos: Reprodução/PCERJ

Durante uma das invasões, Lucas teria entrado no apartamento de uma vizinha e feito ameaças de morte contra os moradores. Ao ouvir os gritos de socorro, outra mulher foi até o local para verificar o que estava acontecendo. No encontro com o investigado, dentro do elevador, ela passou a ser violentamente agredida.

O ataque incluiu um golpe de estrangulamento conhecido como mata-leão, além de diversos socos, principalmente na região do rosto e da cabeça.

A vítima também recebeu cotoveladas e chutes. Mesmo gravemente ferida, conseguiu deixar o local e recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio.

A violência foi tamanha que o elevador ficou com grande quantidade de sangue após a agressão.

As imagens do circuito interno de segurança mostram a mulher sendo derrubada e atingida repetidamente pelo agressor.

A sequência de violência teria durado aproximadamente três minutos. As gravações passaram a integrar o conjunto de provas utilizado pelos investigadores para reconstruir a dinâmica dos acontecimentos.

Outra moradora, de 65 anos, também foi agredida dentro do próprio apartamento e sofreu traumatismo craniano, necessitando de atendimento hospitalar. Há divergências nas informações divulgadas sobre a ordem exata dos ataques e a identificação das vítimas.


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Algumas descrições apontam que a agressão contra a idosa aconteceu antes do episódio registrado no elevador, enquanto outras apresentam a sequência inversa. Também existem diferenças quanto às idades das mulheres envolvidas, com referências a uma vítima de 81 anos. A confirmação individual desses dados depende dos registros oficiais e dos documentos médicos.

A ocorrência terminou com a intervenção das forças de segurança. Policiais militares do Batalhão da Tijuca e agentes da Guarda Municipal foram acionados para conter o investigado. Durante a abordagem, Lucas teria reagido e tentado tomar a arma de um dos policiais.

A situação evoluiu para uma luta corporal, e os agentes utilizaram uma arma de choque para tentar imobilizá-lo. Durante a intervenção, ele foi atingido por disparos nas pernas.

Após os acontecimentos, investigadores da 18ª Delegacia de Polícia, localizada na Praça da Bandeira, realizaram diligências, ouviram vítimas e testemunhas e reuniram imagens do sistema de monitoramento do condomínio.

O material foi considerado importante para esclarecer a sequência das invasões e agressões e fundamentar as medidas judiciais solicitadas durante a investigação.

Lucas foi localizado e preso na manhã de sexta-feira, 6 de novembro. Inicialmente, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro obteve a prisão temporária do investigado por suspeita de tentativa de feminicídio contra uma das vizinhas.

A medida foi considerada necessária diante da gravidade dos acontecimentos, do risco à segurança da vítima e da proximidade entre os envolvidos, que moravam no mesmo edifício.


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Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça. Lucas foi encaminhado ao sistema penitenciário, em Benfica, e permaneceu à disposição do Poder Judiciário. A realização da audiência de custódia estava prevista para o sábado, 7 de novembro, mas não havia confirmação do resultado nas informações disponíveis até o fechamento desta matéria.

A Polícia Civil também investiga a possível motivação dos ataques. Testemunhas relataram que Lucas costumava provocar conflitos com moradores do condomínio e pessoas da região, além de desafiar indivíduos para brigas. Funcionários do edifício também teriam mencionado episódios frequentes de gritos e situações de desconforto envolvendo o investigado.

O delegado Álvaro Gomes afirmou que a violência de gênero é uma das linhas consideradas pela investigação, especialmente porque os imóveis invadidos pertenciam a mulheres. A hipótese ainda depende do aprofundamento das diligências e da análise dos elementos reunidos pela Polícia Civil.

Outra linha de apuração envolve possíveis relatos sobre o uso de drogas ou anabolizantes pelo investigado. A Polícia Civil recebeu informações preliminares sobre essa possibilidade, mas não havia resultado de exame toxicológico que comprovasse o consumo de substâncias ou qualquer influência delas durante os acontecimentos.

Portanto, a hipótese permanece sob investigação e não pode ser tratada como fato confirmado.

Também foram mencionados possíveis registros policiais anteriores envolvendo Lucas. Entretanto, não foram apresentados detalhes suficientes sobre a natureza, a data ou o resultado de eventuais procedimentos. A existência de uma ocorrência policial não representa, por si só, condenação criminal.

A identificação de Lucas como praticante de Jiu-Jitsu também chamou atenção durante a repercussão do caso. No entanto, foram confirmados por imagens de redes sociais do lutador com uniforme de jiu-jitsu, porém não foi achado detalhes sobre sua graduação, equipe, academia, vínculo federativo ou histórico competitivo.

Lucas Portela – Fotos: Reprodução/Instagram

A associação de sua atividade esportiva aos episódios investigados não deve servir de justificativa para generalizações sobre a modalidade, seus atletas ou instituições.

A investigação apura possíveis crimes de tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência, conforme os elementos apresentados pelas autoridades.

A definição dos enquadramentos criminais e eventual responsabilização dependerão da conclusão das investigações, da manifestação do Ministério Público e das decisões judiciais.

Até o momento das informações disponíveis, não havia notícia de condenação judicial. A defesa de Lucas também não havia apresentado manifestação pública localizada durante a apuração inicial, permanecendo aberto o espaço para que o investigado e seus representantes legais apresentem sua versão dos acontecimentos.

O caso expõe a gravidade da violência contra mulheres e a vulnerabilidade de moradores que deveriam encontrar segurança dentro de suas próprias residências. As invasões, ameaças e agressões provocaram momentos de terror no condomínio e deixaram vítimas com ferimentos que exigiram atendimento hospitalar.

Fotos: Reprodução/PCERJ

A Polícia Civil continua responsável pelo esclarecimento da dinâmica completa dos acontecimentos, da motivação dos ataques, da extensão das lesões e das circunstâncias que envolveram a abordagem policial. A apuração também deverá esclarecer as divergências sobre a identificação das vítimas e a sequência individual das agressões.

A identificação do investigado como lutador de Jiu-Jitsu é um dado de contexto, mas não permite atribuir ao esporte qualquer responsabilidade pelos fatos.

A investigação deve avançar com respeito à dignidade das vítimas, ao direito de defesa e à presunção de inocência, princípios fundamentais para que os acontecimentos sejam esclarecidos e as responsabilidades individuais devidamente estabelecidas.

Estaremos atualizando o caso.

André Vianna – JIUJITSUBJJ


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