O lutador e professor de jiu-jítsu Willian Hiroyuki Masuda, conhecido no meio esportivo como “Kabuto”, sofreu uma grave lesão na coluna cervical durante uma competição de jiu-jítsu realizada em Londrina, no Paraná.
O episódio aconteceu em uma luta de No-Gi do Super Pro Jiu-Jitsu 2026, disputada no Ginásio Moringão, quando Masuda enfrentava o também faixa-preta Juliano Di Pelli Machado. Após o incidente, o atleta precisou ser atendido emergencialmente e encaminhado ao hospital.
Segundo as informações divulgadas por veículos de imprensa e pela equipe do atleta, Masuda foi atingido por um movimento conhecido como “bate-estaca”. A técnica consiste em levantar o adversário e projetá-lo contra o tatame, podendo provocar graves traumas na região cervical.
O movimento é proibido em competições de jiu-jítsu justamente pelo risco de lesões severas. No caso de Kabuto, o impacto provocou fraturas na região cervical, com relatos de comprometimento das vértebras C5 e C6.
Imagens do combate divulgadas nas redes sociais e reproduzidas por veículos de comunicação mostram Juliano Di Pelli Machado levantando Masuda, que fica de cabeça para baixo, antes da projeção contra o tatame.
Após o impacto, Kabuto permaneceu imóvel e o árbitro interrompeu a luta. A equipe de atendimento presente no ginásio realizou os primeiros procedimentos, incluindo a imobilização e o uso de colar cervical, antes do encaminhamento do atleta para atendimento hospitalar.

A gravidade do trauma exigiu uma cirurgia de emergência na coluna. Segundo informações divulgadas pela família, o procedimento foi realizado no domingo, 23 de agosto, e durou quase dez horas, a página oficial da campanha descreve a intervenção como uma cirurgia de mais de nove horas.
O procedimento teve como objetivo estabilizar e alinhar a região cervical lesionada. A Folha de Londrina informou que foi realizada uma artrodese cervical, com abordagens anterior e posterior.
Após a cirurgia, o quadro neurológico de Willian Masuda continuou sendo considerado grave. As informações mais recentes divulgadas pela família indicam que ele permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), clinicamente estável e respirando sem auxílio de aparelhos.
O lutador apresenta pequenos movimentos nos braços e recuperou parte da sensibilidade nessa região, mas ainda não consegue mantê-los elevados por muito tempo.
A situação é especialmente delicada porque, até as últimas atualizações disponíveis, Kabuto não apresenta movimentos nem sensibilidade do tórax para baixo. A esposa do atleta, Fernanda Mayumi, relatou que ele continua sem sentir as pernas e permanece sob cuidados intensivos.
Em uma atualização divulgada pela família, também foi informado que a equipe médica autorizou o avanço para uma dieta pastosa.
Apesar da gravidade do quadro, familiares e pessoas próximas ressaltam que ainda é cedo para estabelecer um prognóstico definitivo sobre as possíveis sequelas. A recuperação neurológica dependerá da evolução clínica, das avaliações médicas e do processo de reabilitação.
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Não há, até o momento, previsão de alta hospitalar, e a permanência na UTI continua sendo necessária para o acompanhamento constante do atleta.
Entre as possibilidades discutidas pela família está a utilização da polilaminina, uma terapia experimental estudada no Brasil para casos de lesão da medula espinhal. A questão chegou a ser discutida com o neurocirurgião responsável pelo acompanhamento de Kabuto.
Entretanto, segundo a família, os médicos não indicaram neste momento uma nova intervenção com a substância. A possibilidade não teria sido definitivamente descartada, mas dependeria da evolução clínica e de critérios médicos específicos.
O caso também deixou de ser apenas uma ocorrência esportiva e passou a ser acompanhado pelas autoridades. O Ministério Público do Paraná apresentou uma notícia-crime à Polícia Civil solicitando a abertura de investigação sobre a conduta de Juliano Di Pelli Machado.
O promotor Renato de Lima Castro apontou, em tese, a possibilidade de ocorrência de lesão corporal de natureza gravíssima praticada com dolo eventual. A investigação deverá analisar as imagens da luta, as circunstâncias do golpe, as regras aplicáveis à competição e os demais elementos relacionados ao episódio.
É importante destacar que a apresentação de uma notícia-crime e a abertura de investigação não significam condenação ou reconhecimento definitivo de responsabilidade criminal. A eventual responsabilização de Juliano dependerá da apuração realizada pelas autoridades e das conclusões do procedimento investigativo.
A defesa do atleta afirmou que ele está profundamente abalado com o estado de saúde de Kabuto e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Segundo a defesa, Juliano Di Pelli Machado é atleta profissional, possui participação em competições internacionais e não teria histórico de punições por conduta antidesportiva.
Os advogados afirmaram que o episódio precisa ser analisado tecnicamente, levando em consideração as imagens do combate, o regulamento da competição e a avaliação da arbitragem. Uma manifestação mais detalhada da defesa deverá ocorrer após a análise desses elementos.
A organização do Super Pro Jiu-Jitsu também se manifestou sobre o episódio. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a organização afirmou que Kabuto recebeu atendimento imediato da equipe de socorro e da ambulância que estavam no local, além de informar que acompanha o estado de saúde do atleta e presta o suporte cabível à família.
A Fundação de Esportes de Londrina, por sua vez, esclareceu que o Moringão foi utilizado como local da competição, mas que a entidade não participou da organização do campeonato.
Fora dos tatames, a comunidade do jiu-jítsu iniciou uma ampla mobilização para auxiliar Masuda e sua família. A esposa do atleta, Fernanda Mayumi Machado Masuda, criou a campanha “Força, Kabuto, Juntos pela sua recuperação”, hospedada na plataforma Vakinha.
A campanha foi criada em 25 de agosto e estabeleceu como meta inicial R$ 650 mil para ajudar a financiar o longo processo de recuperação.
Os recursos da campanha foram destinados, segundo a própria página oficial, às despesas médicas e hospitalares, medicamentos, fisioterapia, cuidados domiciliares, equipamentos, adaptações e outras necessidades que possam surgir durante o processo de recuperação.
A família também alerta os apoiadores para utilizarem os canais oficiais de arrecadação, diante da grande repercussão do caso e da possibilidade de circulação de informações ou campanhas não autorizadas.
Há uma diferença importante entre os valores divulgados em diferentes momentos. Em 26 de agosto, a Folha de Londrina informou que a campanha já havia ultrapassado R$ 400 mil arrecadados.
No dia seguinte, 27 de agosto, outras reportagens apontaram que o total havia superado R$ 500 mil, mostrando a velocidade com que a mobilização cresceu após a divulgação nacional do caso.
Entretanto, a própria página da Vakinha consultada em 28 de agosto apresenta atualmente um valor diferente, registrando R$ 11.860,01 arrecadados de uma meta de R$ 650 mil.
Como os números divulgados pela imprensa e os dados exibidos na plataforma podem refletir momentos diferentes, o valor de arrecadação deve ser tratado com cautela. O registro oficial atualmente visível na plataforma é o dado mais seguro para quem pretende acompanhar a campanha diretamente.
Também foi localizada uma campanha internacional no GoFundMe intitulada “Hang in there Kabuto!”, organizada por Daniel Barnett. A página informa que a campanha tem meta de US$ 28 mil e, na consulta realizada em 28 de agosto de 2026, registrava US$ 1.093 arrecadados por meio de 24 doações.
Segundo o organizador, a iniciativa busca ajudar com despesas hospitalares, cuidados diários e equipamentos médicos necessários para a adaptação da residência.
A campanha internacional explica ainda que Daniel Barnett atua como organizador e beneficiário da arrecadação porque Kabuto é brasileiro e, segundo a descrição publicada no GoFundMe, não poderia criar a campanha diretamente na plataforma.
O organizador afirma que os valores arrecadados serão encaminhados ao atleta. Entre as doações visíveis na página estavam contribuições de US$ 200, US$ 150 e US$ 50, entre outras.
A existência das duas campanhas mostra que a mobilização ultrapassou as fronteiras do Brasil. Enquanto a Vakinha brasileira foi criada pela esposa de Kabuto e estabeleceu uma meta de R$ 650 mil, a campanha do GoFundMe busca captar recursos em dólar para auxiliar nas mesmas necessidades gerais de tratamento, cuidados e adaptação.
As duas iniciativas têm como finalidade apoiar o atleta diante de uma recuperação que deverá exigir acompanhamento especializado e recursos por período prolongado.
Willian Hiroyuki Masuda é professor e faixa-preta de jiu-jítsu de Londrina e atua também com treinamento de Jiu-Jitsu e No-Gi. Para alunos e pessoas próximas, o esporte representa uma parte central de sua trajetória profissional e pessoal.
A repercussão do acidente fez com que antigos alunos, atletas, academias e integrantes da comunidade internacional do jiu-jítsu se mobilizassem para prestar apoio à família.
O caso de Kabuto também reacendeu o debate sobre segurança em competições de jiu-jítsu e sobre os limites do chamado risco permitido nos esportes de combate.
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A existência de regras que proíbem determinadas técnicas busca justamente reduzir a possibilidade de traumas graves. No episódio de Londrina, a discussão ganhou dimensão jurídica porque o movimento realizado durante a luta resultou em uma lesão cervical de extrema gravidade e provocou a atuação do Ministério Público.
Até o momento, portanto, o quadro é de um atleta clinicamente estável, mas com lesão neurológica grave, internado na UTI, respirando espontaneamente e apresentando pequenos movimentos nos braços, enquanto permanece sem movimentos e sensibilidade abaixo do tórax, segundo as informações divulgadas pela família.
A recuperação ainda está em fase inicial e não existe, neste momento, uma previsão segura sobre a extensão das sequelas ou sobre quando Kabuto poderá deixar o hospital.
A investigação sobre Juliano Di Pelli Machado permanece em andamento e deverá determinar, a partir das provas disponíveis, as circunstâncias exatas do golpe e eventual responsabilidade. Paralelamente, a família concentra esforços no tratamento e na reabilitação de Kabuto, enquanto campanhas de arrecadação no Brasil e no exterior tentam garantir recursos para uma nova etapa da vida do lutador.
O caso, que começou dentro de um tatame em Londrina, transformou-se em uma mobilização nacional e internacional pela recuperação do atleta.
Golpe proibido deixa lutador de jiu-jítsu em estado grave e mobiliza comunidade; caso é investigado no Paraná

Saiba mais sobre o caso…
Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como Kabuto, sofreu grave lesão cervical durante competição em Londrina; atleta permanece internado e campanhas de arrecadação foram criadas para ajudar no tratamento e na recuperação
Lesão aconteceu durante competição em Londrina
O lutador e professor de jiu-jítsu Willian Hiroyuki Masuda, conhecido no meio esportivo como “Kabuto”, sofreu uma grave lesão na coluna cervical durante uma competição realizada em Londrina, no norte do Paraná. O acidente ocorreu durante uma luta de No-Gi do Super Pro Jiu-Jitsu 2026, realizada no Ginásio Moringão.
Masuda enfrentava o também faixa-preta Juliano Di Pelli Machado quando ocorreu o movimento que provocou o acidente. Imagens da luta, posteriormente divulgadas nas redes sociais e reproduzidas por veículos de comunicação, mostram Masuda sendo levantado e projetado contra o tatame.
O movimento é conhecido no jiu-jítsu como “bate-estaca” e é proibido em determinadas situações pelas regras da modalidade devido ao risco de lesões graves. Após a queda, Kabuto permaneceu imóvel no tatame e recebeu atendimento da equipe de emergência que estava no local.
O atleta foi imobilizado e encaminhado para atendimento hospitalar. Exames médicos identificaram uma grave lesão na região cervical, com comprometimento das vértebras C5 e C6. A extensão do trauma levou à necessidade de uma cirurgia de emergência.
Cirurgia durou quase dez horas
De acordo com informações divulgadas pela família e pela página oficial da campanha de arrecadação, Willian Masuda passou por uma cirurgia de mais de nove horas para estabilização da coluna. Reportagens também informaram que o procedimento envolveu uma artrodese cervical, com abordagens anterior e posterior.
O procedimento teve como objetivo estabilizar a região lesionada e reduzir os riscos decorrentes do trauma. Após a operação, o atleta permaneceu internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob acompanhamento médico.
A família vem divulgando atualizações sobre a evolução do quadro por meio das redes sociais e das campanhas de arrecadação. Segundo as informações mais recentes disponíveis, Kabuto apresenta estabilidade clínica e consegue respirar sem o auxílio de aparelhos.
Apesar de alguns sinais positivos, o quadro neurológico continua grave. O atleta apresenta pequenos movimentos nos braços e recuperou parte da sensibilidade nessa região, mas ainda não consegue sustentá-los elevados por muito tempo.
Kabuto ainda não sente as pernas
Uma das maiores preocupações da família e da equipe médica está relacionada à condição neurológica do lutador. Até as últimas atualizações divulgadas, Willian Masuda permanecia sem movimentos e sem sensibilidade do tórax para baixo.
A esposa do atleta, Fernanda Mayumi, informou que Kabuto ainda não sente as pernas. Mesmo diante da gravidade da lesão, familiares e pessoas próximas ressaltam que o processo de recuperação ainda está no início e que não é possível estabelecer, neste momento, um prognóstico definitivo sobre as sequelas.
O atleta segue sendo acompanhado por uma equipe especializada e permanece na UTI. Em uma atualização divulgada pela família, foi informado ainda que os médicos autorizaram a evolução da alimentação para uma dieta pastosa.
Família chegou a discutir tratamento experimental
Diante da gravidade da lesão medular, a família também chegou a discutir com médicos a possibilidade de utilização da polilaminina, uma terapia experimental estudada no Brasil para casos de lesão da medula espinhal.
A possibilidade foi avaliada em conversa com o neurocirurgião responsável pelo tratamento de Kabuto. Entretanto, segundo as informações divulgadas pela família, os médicos não recomendaram uma nova intervenção com a substância neste momento.
A utilização da terapia dependeria da avaliação clínica do paciente e de critérios médicos específicos. Até o momento, portanto, não há indicação de que o tratamento experimental será realizado.
Ministério Público pede investigação
A repercussão do acidente ultrapassou o ambiente esportivo e chegou às autoridades. O Ministério Público do Paraná apresentou uma notícia-crime à Polícia Civil solicitando a apuração das circunstâncias que envolveram a lesão sofrida pelo lutador.
O procedimento deverá analisar as imagens da luta, as regras da competição, a conduta adotada durante o combate e os demais elementos relacionados ao acidente. Entre as hipóteses levantadas está a possibilidade, em tese, de lesão corporal de natureza gravíssima praticada com dolo eventual.
A classificação jurídica, porém, ainda não representa uma condenação ou uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade de qualquer pessoa. Eventual responsabilização dependerá da investigação e das provas reunidas pelas autoridades.
Defesa de Juliano Di Pelli Machado se manifesta
Juliano Di Pelli Machado, adversário de Kabuto na luta, também passou a ser citado nas discussões sobre o episódio. A defesa do atleta afirmou que ele está abalado com a situação de Masuda e permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Os advogados também sustentam que o caso precisa ser analisado de forma técnica, considerando as imagens do combate, o regulamento aplicável à competição e as circunstâncias em que o movimento ocorreu.
Segundo informações divulgadas pela defesa, Juliano é atleta profissional, possui experiência em competições e não teria histórico de punições por comportamento antidesportivo.
A investigação será responsável por esclarecer se houve uma conduta que possa ultrapassar os riscos normalmente associados à prática esportiva e se existe responsabilidade criminal pelo resultado.
Organização do evento diz que prestou atendimento
A organização do Super Pro Jiu-Jitsu também se manifestou sobre o acidente. Segundo informações divulgadas à imprensa, Kabuto recebeu atendimento imediato da equipe de socorro e da ambulância disponibilizada no local da competição.
A organização afirmou ainda acompanhar a situação do atleta e prestar o suporte cabível à família.
O Ginásio Moringão foi utilizado como palco da competição. A Fundação de Esportes de Londrina esclareceu que o espaço foi utilizado para a realização do evento, mas que a entidade não participou diretamente da organização do campeonato.
Campanha na Vakinha mobiliza comunidade do jiu-jítsu
Com a necessidade de tratamento prolongado e os possíveis custos relacionados à recuperação, a família de Willian Masuda criou uma campanha na plataforma Vakinha com o nome “Força, Kabuto, Juntos pela sua recuperação”.
A campanha foi criada pela esposa do atleta, Fernanda Mayumi Machado Masuda, e estabeleceu uma meta de R$ 650 mil. Segundo a descrição publicada na plataforma, o dinheiro será utilizado para despesas médicas e hospitalares, medicamentos, fisioterapia, equipamentos, cuidados domiciliares, adaptações e outras necessidades relacionadas à recuperação.
A mobilização ganhou força rapidamente após a divulgação do caso. Reportagens publicadas nos primeiros dias da campanha registraram valores superiores a R$ 400 mil e, posteriormente, mais de R$ 500 mil arrecadados.
Entretanto, há uma diferença entre os valores divulgados por reportagens em determinados momentos e o valor atualmente exibido na página da campanha. Na consulta realizada em 28 de agosto de 2026, a página oficial da Vakinha apresentava R$ 11.860,01 arrecadados de uma meta de R$ 650 mil.
A diferença pode estar relacionada a atualizações, repasses, alterações na campanha ou ao momento em que cada fonte realizou a consulta. Por isso, o valor oficial exibido na própria plataforma deve ser considerado como referência para o acompanhamento da arrecadação.
GoFundMe também recebe doações internacionais
Além da campanha brasileira, uma segunda iniciativa foi criada no GoFundMe para receber doações internacionais. A campanha recebeu o nome “Hang in there Kabuto!” e foi organizada por Daniel Barnett.
A meta estabelecida é de US$ 28 mil. Na consulta realizada em 28 de agosto de 2026, a página registrava US$ 1.093 arrecadados por meio de 24 doações.
Segundo a descrição da campanha, o dinheiro deverá auxiliar nas despesas hospitalares, cuidados diários e aquisição de equipamentos necessários para a recuperação e adaptação do atleta.
O organizador explica ainda que Kabuto é brasileiro e, segundo a descrição publicada na plataforma, não poderia criar diretamente a campanha internacional. Por esse motivo, a iniciativa foi aberta em nome do organizador, com a finalidade declarada de encaminhar o auxílio ao lutador.
Mobilização ultrapassa as fronteiras do Brasil
A situação de Willian Masuda provocou uma forte mobilização entre atletas, professores, academias, alunos e integrantes da comunidade internacional do jiu-jítsu.
Mensagens de apoio foram compartilhadas nas redes sociais enquanto as campanhas de arrecadação passaram a receber contribuições de pessoas que não possuem relação direta com o atleta, mas que se sensibilizaram com o caso.
A dimensão da mobilização também revela a preocupação da comunidade esportiva com a segurança nas competições de artes marciais. O episódio reacendeu discussões sobre técnicas proibidas, responsabilidade dos competidores, atuação da arbitragem e estrutura médica disponível em eventos esportivos.
Quem é Willian “Kabuto” Masuda
Willian Hiroyuki Masuda é faixa-preta e professor de jiu-jítsu em Londrina. O atleta possui trajetória ligada ao ensino e à prática da modalidade, incluindo treinamentos de Jiu-Jitsu e No-Gi.
A lesão interrompeu de maneira abrupta a rotina esportiva e profissional do lutador. Agora, além da recuperação hospitalar, a família se prepara para uma possível longa etapa de reabilitação, que poderá envolver fisioterapia, equipamentos específicos e adaptações para uma nova rotina.
O apoio financeiro tornou-se uma das principais frentes de mobilização enquanto familiares acompanham a evolução do quadro clínico.
Caso permanece sem prognóstico definitivo
Até o momento, Willian Masuda permanece internado na UTI, clinicamente estável, respirando espontaneamente e apresentando pequenos movimentos nos braços. Ao mesmo tempo, continua sem movimentos e sensibilidade abaixo do tórax, segundo as informações divulgadas pela família.
Ainda não há previsão segura para alta hospitalar nem definição sobre a extensão das possíveis sequelas. Em casos de trauma grave da medula espinhal, a evolução neurológica pode depender de diversos fatores e precisa ser acompanhada individualmente pela equipe médica.
Paralelamente ao tratamento, a Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do golpe que provocou a lesão, enquanto o Ministério Público acompanha o caso. A eventual responsabilidade de Juliano Di Pelli Machado somente poderá ser estabelecida após a conclusão das investigações e, se houver processo, das decisões judiciais cabíveis.
Enquanto isso, familiares e amigos mantêm a campanha de arrecadação ativa e pedem apoio para custear o longo processo de recuperação. Para a comunidade do jiu-jítsu, o caso de Kabuto tornou-se também um alerta sobre os riscos envolvidos no esporte e sobre a importância de protocolos rigorosos de segurança durante as competições.
André Vianna – JIUJITSUBJJ

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