Quando o orgulho e a vaidade fala mais alto nos Mestres de Jiu-Jitsu

No universo das artes marciais, especialmente em nosso esporte, o Jiu-Jitsu, o título de professor ou mestre não é apenas uma graduação técnica, é um compromisso com a formação de seres humanos.

No entanto, infelizmente, há um fenômeno crescente que tem causado preocupação e desgaste dentro da comunidade, professores e mestres dominados pelo orgulho e vaidade, que acabam ferindo os princípios que juraram respeitar.

Esses comportamentos se manifestam de diversas formas, rivalidades forjadas por ego, perseguições veladas contra alunos que decidem trilhar novos caminhos, críticas destrutivas a outros professores, mestres e até sabotagens em competições ou projetos sociais.

Em muitos casos, o professor ou mestre, não aceita o crescimento de outros por receio de “perder o brilho”, esquecendo que a verdadeira função de um mestre é formar sucessores, não dependentes.

O problema se agrava quando o título é usado como instrumento de autoritarismo.
Mestres que se colocam como figuras intocáveis, que não aceitam ser questionados por seus erros e que se envolvem em disputas por status ou visibilidade nas redes sociais, acabam desvirtuando o que deveria ser um caminho de humildade e disciplina.

A vaidade, travestida de “tradição”, transforma o ambiente do tatame em um palco de egos inflados, distante do verdadeiro espírito do Jiu-Jitsu.

O Jiu-Jitsu nasceu para “fortalecer os fracos”, como sempre falou Hélio Gracie, “unir as pessoas e transformar vidas”, já foram palavras de Oswaldo Fadda.

Alexandre Neves (Chandú) sempre falou, “estou aprendendo sempre com meus alunos e comigo mesmo”.

Quando um mestre utiliza seu conhecimento para manipular, afastar, excluir ou humilhar, ele trai esse propósito.

Ser mestre vai muito além da faixa, é ter sabedoria para reconhecer os próprios erros, grandeza para aplaudir o sucesso dos outros e coragem para formar líderes, mesmo que isso signifique ver seus alunos brilharem mais que ele.

É hora de refletir. A vaidade e o orgulho não podem ocupar o lugar da ética, da humildade e do respeito no caminho do Jiu-Jitsu.


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Que os verdadeiros mestres se levantem, não pelo que usam na cintura, mas pelo exemplo que deixam no coração de cada aluno que passa por seus tatames.

Essa distorção de valores também afeta diretamente a nova geração de praticantes.

Muitos alunos, ao presenciarem comportamentos arrogantes ou perseguições motivadas por vaidade, acabam se afastando do esporte ou, pior ainda, reproduzindo esses mesmos padrões.

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A formação de caráter, que deveria ser um dos pilares do ensino no Jiu-Jitsu, é deixada de lado em favor de disputas internas e do culto à imagem pessoal.

Assim, o ambiente que deveria ser de acolhimento e evolução vira um espaço de competição tóxica e desconfiança.

Além disso, o orgulho cega muitos Mestres diante da necessidade de constante aprendizado, ao acreditarem que já sabem o suficiente por carregarem uma faixa preta ou superior, recusam-se a estudar, trocar experiências ou reconhecer os méritos de outros profissionais.

Isso impede a evolução técnica e humana não apenas do professor, mas também de seus alunos.

A ideia de que “ser mestre” é uma posição inalcançável, e para outros se transforma em uma armadilha perigosa, alimentada por insegurança mascarada de autoridade.

É fundamental lembrar que o verdadeiro mestre é aquele que lidera pelo exemplo.

Não aquele que se acha pronto e empurra a goela a baixo que já está pronto e coloca a graduação de mestre como está sendo feito, um ato até incriminatório, mas faz.

O respeito não se impõe pelo grito, pela crítica ou pela imposição do medo, mas se conquista na prática diária da humildade, da escuta e do incentivo sincero ao crescimento de todos.

Em um momento em que o Jiu-Jitsu brasileiro alcança visibilidade global, é urgente que os líderes da arte suave revisem seus valores e resgatem o verdadeiro espírito da jornada; servir, ensinar e inspirar, sempre com honra e sem vaidade.

Em resumo simples, Mestre, professores ou praticantes da arte suave, respeitem as regras das confederações ou federações oficiais porque é certo que sua máscara irá cair, o aluno não é bobo para sempre.

André Vianna – JIUJITSUBJJ


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9 Comentário

  1. A soberba de pessoa não vai somente nas Costas do Mestre: os alunos que fazem isso também. Usando de desculpa de que foi como aprendeu.
    Lembrem-se: um preta um dia foi branca.
    O problema não é a arte praticada, é o mal praticante.
    OSS.

  2. O verdadeiro Jiu-Jitsu vai muito além de golpes, graduações ou status. É uma ferramenta de transformação humana.

    Dentro da minha visão, o tatame deve ser um espaço de acolhimento, disciplina, respeito e construção de caráter. O aluno não entra apenas para aprender a lutar; ele entra para aprender a conviver, superar limites, desenvolver autocontrole e se tornar uma pessoa melhor.

    Por isso, quando o orgulho e a vaidade tomam o lugar da humildade, o propósito do Jiu-Jitsu se perde. O mestre deixa de ensinar valores e passa apenas a alimentar o próprio ego. E o aluno percebe isso.

    No Jiu-Jitsu, formar cidadãos é mais importante do que formar campeões. A faixa não pode ser maior que o caráter, e o respeito nunca pode nascer do medo, mas sim do exemplo.

    O professor que educa entende que ensinar também é ouvir, aprender e evoluir junto com seus alunos. O verdadeiro legado não está em quantos obedecem ao mestre, mas em quantas vidas foram transformadas através da arte suave.

    O tatame deve ser um lugar onde todos crescem juntos.
    Sem perseguição.
    Sem vaidade.
    Sem ego acima da essência.

    Porque no fim, o maior título dentro do Jiu-Jitsu não é “mestre”.
    É ser lembrado como alguém que fez a diferença na vida das pessoas.

  3. Infelizmente a uma perante diferença entre ser faixa preta e ser um FX professor
    E assim as pessoas são complexas nos pensamentos

  4. Tem um monte de mestres e professores com uma lista enorme criminal, as academias tem que mudar isso, somente contratar professores ou mestres que não tenha ficha criminal, aí quero ver quem é quem.

    • Então Luiz Carlos, identificar esses professores e expor eles é o correto, porém muitos escondem esses bandidos, até porque se tem ficha criminal e ser um orientador de crianças e jovens, coisa boa não vem por ai.

  5. Na essência aprendemos todos incansavelmente e nesse sentido observar a mediação de Saber n Arte Técnicas Competição diz respeito ao que provém do Percurso de Formação. Para tanto o húmus qie aduba a terra e provém a planta ascende na designação de Humildade.

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