Ministério Público afirma que defesa de Henrique Velozo agiu de forma “destemperada” e violou regras do plenário do júri
O julgamento do réu Henrique Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, foi adiado para novembro após tumulto ocorrido na sessão do Tribunal do Júri na terça-feira, 5.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) divulgou nota pública em que repudia ofensas dirigidas ao promotor de Justiça João Carlos Calsavara por parte de integrantes da defesa do réu.

De acordo com o MP, os ataques verbais resultaram na dissolução do Conselho de Sentença, o que levou ao adiamento do julgamento.

O órgão classificou as atitudes como “condutas destemperadas” e criticou ainda a exposição indevida da imagem do promotor nas redes sociais, prática que, segundo o MP, viola normas internas e compromete a segurança de jurados e testemunhas.
“Além de ferir a dignidade da função ministerial, tal conduta afronta a Nota Técnica n.º 19/2025, da Procuradoria-Geral de Justiça, e a Orientação n.º 001/2024 da Unidade Especial de Proteção de Dados do CNMP, que vedam a divulgação não autorizada de imagens do plenário”, diz o texto assinado pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.
O Ministério Público do Estado de São Paulo manifesta seu veemente repúdio às ofensas dirigidas, nesta terça-feira, ao promotor de Justiça João Carlos Calsavara por integrantes da defesa do réu Henrique Velozo, durante sessão do Tribunal do Júri. Além das condutas destemperadas, que resultaram na dissolução do Conselho de Sentença e no consequente adiamento do julgamento para o mês de novembro — prolongando a dor dos familiares da vítima Leandro Lo, assassinado aos 33 anos de idade em 7 de agosto de 2022 —, verifica-se a indevida exposição da imagem do promotor de Justiça em redes sociais. Tal prática, além de ferir a dignidade da função ministerial, afronta a Nota Técnica n.º 19/2025, expedida pela Procuradoria-Geral de Justiça, e a Orientação n.º 001/2024 da UEPDAP/CNMP, que vedam a gravação e a divulgação não autorizadas de imagens captadas em plenários do júri, por configurarem tratamento irregular de dados pessoais e risco à segurança de jurados, vítimas e testemunhas. O Ministério Público reafirma sua confiança na atuação do doutor João Carlos Calsavara, que conta com integral apoio desta Procuradoria-Geral de Justiça e seguirá envidando todos os esforços necessários para que a responsabilização penal do acusado seja devidamente alcançada, garantindo-se à família e à sociedade a efetiva prestação jurisdicional que o caso requer.
São Paulo, 6 de agosto de 2025
PAULO SÉRGIO DE OLIVEIRA E COSTA
Procurador-Geral de Justiça
Link da nota do MP SP – https://www.mpsp.mp.br/w/nota-publica-29
O Ministério Público reafirmou sua confiança na atuação de Calsavara e declarou apoio integral ao promotor.
“Seguiremos envidando todos os esforços para que a responsabilização penal do acusado seja alcançada, garantindo à família e à sociedade a efetiva prestação jurisdicional que o caso requer”, acrescenta a nota.
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Caso Leandro Lo
Leandro Lo foi morto aos 33 anos com um tiro na cabeça, durante um show realizado em agosto de 2022, na zona sul da capital paulista.
Segundo testemunhas, a vítima tentou conter uma discussão iniciada por Velozo, que estava armado e, após ser imobilizado por Lo, teria se levantado e atirado.
O caso teve forte repercussão nacional e internacional, mobilizando a comunidade do jiu-jítsu e colocando em debate a conduta de agentes públicos armados fora de serviço.
André Vianna – JIUJITSUBJJ

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