A luta das mulheres dentro do esporte tem sido questionada e enxergada pelas lutadoras como uma grande causa a ser enfrentada.
Conseguimos observar uma crescente participação da mulher em competições esportivas ao longo das décadas.
Porém, esse aumento ainda tem acontecido de forma muito discreta e lenta. Situações que deveriam ser normais e totalmente esperadas, ainda são desafios gigantescos para nós, lutadoras.
Uma das questões mais importantes a serem discutidas no Jiu-Jitsu feminino é, sem dúvida, a falta de valorização e de reconhecimento da categoria. Mesmo com algumas entidades equiparando as premiações em dinheiro, o caminho ainda é longo para a evolução que as atletas precisam e merecem.
O Jiu-Jitsu feminino tem um potencial enorme de mercado, e só precisa da desconstrução de tabus e paradigmas por parte dos empresários, entidades, e até dos praticantes para alavancar.
Mas esbarramos em diversos desafios criados por 3 grandes estorvos para o desenvolvimento do Jiu-Jitsu feminino, que são: o preconceito, o machismo e a violência, e estes geram efeitos diretos na valorização e reconhecimento da categoria.
Esses efeitos são:
A (In)visibilidade feminina no jiu-jitsu
A falta de empregabilidade para as mulheres no jiu-jitsu
A grande quantidade de relatos de assédio no tatame
A grande quantidade de casos de violência contra a mulher envolvendo lutadores como agressores reportados pelas mídias
A desigualdade de remunerações, premiações e patrocínios entre homens e mulheres
A depreciação da categoria master feminina
A falta de representatividade feminina realmente engajada na causa
Luciana Neder – SJJSAF

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